Razor – Discografia (1984-2022) 192-320kbps/FLAC

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Em 1984 nascia no Canadá, uma banda de Speed/Thrash Metal que tinha duas características marcantes: O visual “total leather” e as músicas poderosas. Os caras estavam dispostos a colocar os punhos dos headbangers da época, para o alto, promovendo uma verdadeira possessão coletiva. As músicas eram fortes, rápidas, e matadoras. Um nome? RAZOR!
Tudo começou com uns jovens espinhentos da cidade de Guelph (Ontario). Dave Carlo na guitarra; Stace “Sheepdog” McLaren nos vocais; Mike Campagnolo no baixo e Mike Embro na bateria.
Todos os fãs de heavy metal na época, viviam um novo ressurgimento do estilo. Mais veloz e furioso do que aquele que as bandas da N.W.O.B.H.M faziam. Bandas como Metallica e Slayer começavam a se tornar gigantes, com seus riffs e baterias aceleradas. Estas novas bandas injetaram um estilo de vida mais durão, e uma visão mais pessimista do mundo, demonstrando verdadeira cólera nas suas canções.
O Razor precisava fazer parte daquilo, pois aquilo era parte de suas vidas. Logo lançaram o EP auto-financiado, chamado “Armed And Dangerous”. Continha 7 faixas, e chegou como um terremoto na cena underground. Mesmo com uma distribuição de apenas 1200 cópias, as fitas (alguém aí se lembra delas?) foram passando de mão em mão, pela molecada da cidade. Isso era tudo o que era necessário para garantir um contrato de gravação com a gravadora Attic do Canadá, com quem o Razor iria gravar seus próximos três álbuns. A banda se tornou respeitada logo de cara, com toda a fúria que demonstrou em “Armed And Dangerous”.
Logo após a assinatura com a Attic, lançaram o lendário LP “Executioner’s Song”, venerado de imediato pelos metalheads de todo o Canadá. O disco contém grandes hinos destrutivos como: “Take This Torch”, “City Of Damnation”, “Distant Thunder” e “Deathrace”. “Executioner’s Song” soava como o disco mais pesado já gravado no Canadá até então. Por esse detalhe você pode começar a imaginar o tamanho do prestígio da banda, para com os fãs de Thrash Metal, após o lançamento.
Os maníacos não precisaram esperar muito pela volta do Razor. Em 1985 surgiu a evolução natural, tornando o som ainda mais insano. A evolução se chama “Evil Invaders”. Neste disco Stace McLaren voava baixo nos vocais, enquanto Dave Carlo esquartejava suas cordas, criando riffs precisos e estonteantes. Músicas como “Evil Invaders”, “Iron Hammer”, “Cut Throat” e “Thrashdance”, colocaram os olhos do mundo sobre o Razor. Logo eles começaram a excursionar com bandas como o Slayer, Venom, e Motörhead, tanto nos EUA como no Canadá. O Oriente e a Europa estavam de portas abertas, mas durante a fase Evil Invaders, eles fizeram apresentações apenas nestes dois países. Nessa época, gravaram um clipe para a faixa título do album, que era provavelmente o primeiro clipe de Speed Metal ou Thrash Metal a ser exibido na televisão. A Mtv (EUA) e a MuchMusic (CAN), exibiram o vídeo em exaustão, levando o nome “Razor” a patamares muito mais altos.
O ano de 1986 trouxe o aguardado 3º LP, chamado “Malicious Intent”. O disco chegou às prateleiras com a intenção maliciosa de manter o nível destrutivo de “Evil Invaders”. “Tear Me To Pieces”, “Night Attack”, “Rebel Onslaught” e a faixa-título são os destaques do disco. As músicas continuavam matadoras como sempre, mas começaram a surgir os problemas internos para variar. Além disso a Attic começou a gerar problemas, e o Razor se viu obrigado a chutar a bunda da gravadora. Enquanto os fãs deliravam ao som matador da banda, nem poderiam imaginar que as coisas ficavam difíceis para Stace e sua turma.
O Razor estava livre novamente, para compor e gravar como queriam sem deixar ninguém contrariado, e na verdade eles nunca se importaram com isso. Certas bandas não cospem no rosto dos fãs por dinheiro e fama. Eles estavam focados agora em algo auto-financiado novamente. “Custom Killing” trouxe a obra mais experimental do Razor até então. É um disco recheado com passagens longas que as vezes soam meio “épicas”. Era um enorme contraste com o que a banda havia apresentado nos discos anteriores. O disco não era ruim, nem muito menos comercial, mas os fãs não curtiram a nova fórmula do Razor, e o disco não teve grande sucesso comercial. Ironicamente, foi o disco que gerou maior lucro financeiro para a banda (obviamente por ser auto-financiado). Diziam que o Razor acabou perdendo a força inicial tão agressiva que possuía, tanto na forma de agirem como nas músicas. Provavelmente alguns até chegaram a temer uma farofada dos caras. Mas não se engane cara, isso ainda é Razor!
Em 1988 Dave Carlo resolveu parar com aquela moleza, chutar a cadeira, e botar pra foder novamente! Escreveu várias letras em seu caderninho, e compôs riffs mais insanos do que qualquer outro que já tivesse feito. A rixa entre McLaren e Dave era evidente, e isso talvez tenha contribuído para que “Violent Restitution” soasse tão violento. Era um disco que expressava tanta ira e força, que justificava bem o nome. Os fãs tinham agora um disco para quebrar pescoços como nunca no mosh. “The Marshall Arts”, “Hypertension”, “Taste The Floor”, “Behind Bars”, “Enforcer”, “Violent Restitution”, “Edge Of The Razor” e “Eye Of The Storm”, são referência de Thrash Metal, e figuram todas no mesmo disco. É algo mágico de se ouvir para qualquer fã do estilo. Stace McLaren, chegou ao seu máximo no Razor. Cantava como um demônio e Dave Carlo tocava sua guitarra no mesmo ritmo. Infelizmente fora o sacrifício final de Stace. “Violent Restitution” foi seu último disco com o Razor.
Dave Carlo tentou se reconciliar com Stace mas era inútil. Sendo assim, Bob Reid, um ex-jogador de hóquei que abandonou o esporte para ser músico, assumiu os vocais do Razor, deixando sua banda SFH (SamFuckingHain). Os fãs viram tudo isso com olhos de desconfiança, mas quando o novo LP “Shotgun Justice” surgiu, foram todos para o mosh mais uma vez. Era um disco que expelia ódio faixa após faixa. Algo que já era comum no Razor. O disco demonstrava também, através de suas letras, uma grande frustração para com as bandas pesadas de outrora, que haviam diluído seu som. Quanto à musicalidade, podemos notar que alguns arranjos mais complexos voltaram a surgir, mas dessa vez na medida certa. No quesito qualidade musical, o disco é nota 10, contendo músicas monstruosas como: “United By Hatred”, “Electric Torture”, “Meaning Of Pain”, “Shotgun Justice”, “Burning The Bridges” e a magnífica “The Pugilist”. O vídeo-clipe da faixa título chegou a ser banido tamanha era a violência contida nele. Nesta época o Razor excursionou com os conterrâneos do Sacrifice, e do Diciples Of Power. O único pecado da banda neste play foi a capa, que é uma desgraça absoluta.Bob Reid voltou para o SFH e compôs dois discos, com sucesso modesto. Dave Carlo precisava de um descanso, depois de 8 anos de trabalho intenso e de tanto sofrimento, já que o Razor era uma bomba relógio desde que surgiu. O cara não esteve disposto a se meter com música por um bom tempo, mas no fim acabou voltando. Discretamente no início, mas com o tempo sentiu falta daquilo que alimentava sua satisfação.
Em 1994 foi lançada uma compilação chamada “Exhumed”, que abordava os primeiros plays do Razor, trazendo até alguns sons obscuros que nunca foram inseridos nos discos anteriores. No encarte Dave expressa como se sentiu em relação a música pesada no início da década de 90, e até confirma a possibilidade de voltar para a música um dia, mas não citando o Razor em momento algum.
Rob Mills sofreu um grave acidente, que o incapacitou de tocar bateria para o próximo disco. Mas o implacável Dave Carlo partiu para a bateria usando sintetizadores para imitar o estilo do companheiro, e conseguiu completar a gravação de “Open Hostility”. O disco acabou se tornando um monstro assassino, composto por velocidade e entrega total de seus criadores na sua criação. Eram explosões sônicas adaptadas ao estilo vocal de Bob Raid, e que se tornavam a nova face do Razor. Neste disco Bob Reid compôs “Cheers”, sua primeira música na banda. Esse disco acabou caindo no ostracismo por razões totalmente ridículas. Emissoras como a MTV, que sempre foram capazes de lavar a mente humana, passaram a desprezar o metal (se é que um dia já deram algum valor), devido ao crescimento da cena Grunge. Não só o Razor, mas um monte de bandas semelhantes, foram enterradas vivas na América. As bandas mais tradicionais se mantinham vivas apenas devido ao fato de alterarem o som. Aboiolá-lo, se é que essa palavra existe. O Razor não queria isso, e não o fez.
Em 1996 Bob Reid colocou na cabeça que queria o Razor de volta de qualquer maneira. Dave Carlo não estava nem aí mais com a música. Sentia que a mídia e as gravadoras faziam de tudo para assassinar o metal. Aceitou gravar mais um disco, mas desta vez nem quis compor. Deixou tudo para Bob Reid. Jon Armstrong tocou o baixo e Rich Oosterbosch mandou ver nas baquetas. “Decibels” era um disco feito meio que “por esporte”, mas com o Razor não se brinca. Tom Treumuth (Hypnotic Records), ouviu o disco através dos caras do Anvil, e achou aquilo uma obra prima. O Razor conseguiu manter seu som intenso e poderoso, cheio de riffs. Por vezes não era tão veloz como de costume, mas era mais técnico. Ainda tinha a cara do Razor mesmo após todos aqueles anos. Rapidamente a Hypnotic Records agarrou os caras, que mantiveram a formação com os membros do SFH.
Vários problemas se colocaram diante do Razor, mas a banda sempre ressurgiu. Os caras trabalhavam em novas músicas e um novo disco estava próximo, mas o destino pesou novamente, e Dave foi diagnosticado com câncer oral de nível 2, no mês de junho de 2012.
Em 2015 começaram a remasterizar vários álbuns, em 2016 lançaram um ao vivo e em 2019 a versão de aniversário do EP Armed and Dangerous.
Esta é a história de uma lenda do metal, para os que são fãs matarem a saudade, e para aqueles que não a conhecem se renderem a uma das bandas mais fodidas de todos os tempos! Texto por Whiplash.
 
Nome da Banda/Artista: Razor
Anos em Atividade: 1983 – 1992, 1997 – Atualmente
País: Canadá
Gênero: Thrash Metal
Integrantes Atuais: Bob Reid – vocal, Dave Carlo – guitarra, Mike Campagnolo – baixo, Rider Johnson – bateria
Ex-Integrantes: John Scheffel – vocal, Shane Logan – vocal, Rob Anderson – vocal, Stace “Sheepdog” McLaren – vocal, Adam Carlo – baixo, John Armstrong – baixo, Mike ‘M-Bro” Embro – bateria, Rob Mills – bateria, Rich Oosterbosch – bateria, Shareef “Reef” Hassanien – bateria
Página Oficial: http://razorband.com

ATENÇÃO: Se possível comprem o Material Original da Banda e Semeiem os Torrents!

DISCOGRAFIA (1984-2019) MP3 16-bit 44.1kHz 192-320kbps:

LISTA DE ÁLBUNS
ÁLBUNS DE ESTÚDIO:
1985 – Executioner's Song (Remastered-2002) • 00:37:33 • 320kbps
1985 – Evil Invaders • 00:38:15 • 320kbps
1986 – Malicious Intent • 00:37:15 • 320kbps
1987 – Custom Killing (Remastered-2019) • 00:46:01 • 320kbps
1988 – Violent Restitution (Remastered-2015) • 00:53:38 • 320kbps
1990 – Shotgun Justice (Remastered-2015) • 00:57:19 • 320kbps
1991 – Open Hostility (Remastered-2015) • 01:03:34 • 320kbps
1997 – Decibels • 00:45:57 • 320kbps

DEMO, EP, COMPILACÃO, BOOTLEG & AO VIVO:
1984 – Armed and Dangerous (EP) • 00:22:04 • 320kbps
1984 – Escape the Fire (Demo) • 00:39:52 • 192kbps
1994 – Exhumed (Compilation) • 00:56:32 & 01:07:00 • 320kbps
2001 – Slicing Through Canada (Bootleg) • 01:02:05 • 320kbps
2002 - Legacy Of Doom (Bootleg) • 01:08:28 • 320kbps
2003 - Never Escape The Fire (Bootleg) • 01:18:24 • 320kbps
2016 - Live! - Osaka Saikou (Live album) • 01:02:10 • 320kbps
2019 - Armed And Dangerous (35th Anniversary Edition) • 01:42:41 • 320kbps


DISCOGRAFIA (1985-2019) FLAC 16-bit 44.1kHz:

LISTA DE ÁLBUNS

1985 - Evil Invaders; 00:38:15; Roadracer Records
1985 - Evil Invaders (Remastered-2002); 00:38:02; Unidisc Music Inc.
1985 - Executioner's Song (Remastered-2002); 00:37:34; Unidisc Music Inc.
1986 - Malicious Intent (Remastered-2002); 00:37:15; Unidisc Music Inc.
1987 - Custom Killing (Remastered-2019); 00:46:01; High Roller Records
1988 - Violent Restitution; 00:40:53; Roadracer Records
1988 - Violent Restitution; 00:40:53; Steamhammer
1988 - Violent Restitution (Remastered 2015); 00:53:39; Relapse Records
1990 - Shotgun Justice; 00:39:24; Fringe Product
1990 - Shotgun Justice (Remastered 2015); 00:57:19; Relapse Records
1991 - Open Hostility; 00:37:18; Fringe Product
1991 - Open Hostility (Remastered 2015); 01:03:34; Relapse Records
1994 - Exhumed (Compilation); 00:56:32&01:07:00; Fringe Product
1997 - Decibels; 00:45:57; Hypnotic Records
2016 - Live! - Osaka Saikou (Live album); 01:02:10; Rock Stakk Records
2019 - Armed And Dangerous (35th Anniversary Edition); 00:42:41; High Roller Records


2022 – Cycle Of Contempt
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LISTA DE FAIXAS

01. Flames of Hatred (4:24)
02. Jabroni (3:11)
03. Off My Meds (2:54)
04. A Bitter Pill (2:47)
05. Crossed (3:17)
06. First Rate Hate (4:15)
07. Cycle of Contempt (5:30)
08. Setup (3:32
09. Punch Your Face In (2:47)
10. All Fist Fighting (2:35)
11. Darkness Falls (3:12)
12. King Shit (4:45)

OPÇÃO ÚNICA – MP3 16-bit 44.1kHz 320kbps

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